Passados esses trabalhos com o corpo e de conhecer os espaços do palco, quis desafiá-los com os jogos da Viola Spolin. Comecei com o congela. Eles se separaram em grupos de três pessoas e entraram em acordo com um quê, quem e onde. A partir daí fizeram o improviso, sendo que dois começavam a cena e um ficava de fora. Quando o de fora falasse congela, ele deverá tirar um da cena e continuar dando ou não outro sentido e outro desenrolar da cena, porém tendo como partida o movimento onde o parceiro parou. Mais uma vez uns e outros riram e levaram na brincadeira. Eles tem muita dificuldade de se concentrarem nos exercícios. O objetivo desse jogo era principalmente a agilidade que faria do jogo mais engraçado. Porém houve muita quebra quando eles se desonectavam do jogo para rir. Uns tinham vergonha de fazer o jogo na frente dos outros.
Propus então um jogo mais simples: Uma dupla iria lá na frente. Peço para que um observe o outro, depois virei um de costas e no outro fiz uma pequena modificação no visual, ou na roupa, acessórios, cabelo etc. Viro os dois e o que estava de costas deverá advinhar a mudança feita. faço mais outras duas alterações e inverto os papéis. Fiz isso com toda a turma o que tomou bastante tempo. Eles adoraram e levaram mais a sério. Talvez tenham gostado mais. Percebi que as meninas percebiam bem rápido, num todo, todos foram bem.
No ultimo exercício fiz uma contação de história. Coloquei-os deitados no chão sob colchões um ao lado do outro. Pedi para fecharem os olhos. Foi muito difícil fazê-los pararem de brincar, rir e se concentrassem, mas depois de muito tempo consegui. E depois que eu começasse a contar a história que eles imaginassem as pessoas e o cenário. comecei dizendo para eles pensarem na pessoa que eles mais gostam e que numa determinada hora eles se despedissem dessa pessoa e fui narrando como essa pessoa ía embora. Foi incrível a reação que alguns tiveram. A maior partes deles vivem histórias muito tristes e até iguais ou parecidas com essa. Muitos se remeteram a imagens vividas e emoções sentidas perdendo seus familiares, mãe, pai e até um que perdeu a família toda. Eles choravam e acho que pela primeira vez consegui tocá-los de alguma forma.
"Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz".- Rousseau
domingo, 10 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Primeiro dia Vila Olimpica
No Vila Olimpica, trabalhei com adolescentes na faixa de 13 a 15 anos. É uma idade muito dificil de lidar, primeiro porque a diferença de idade entre eu e eles é pouca então eles não me respeitam tanto. É muito difícil impor um limite. São ainda os alunos que maistem risco social e que precisam estar ali. São muitos alunos dentro de uma sala pequena sem ventilação e totalmente imprópria para o teatro. tentando contornar as situações levei-os para uma sala onde tinha um tatâme com uma possibilidade maior de trabalharmos.
Como uma primeira aula, quis trabalhar com eles alguns exercício para terem noção de espaço, de palco, da agilidade, do foco etc. Pedi para que andassem pelo espaço e quando eu batesse palma congelassem. Pedia para cada hora um comentar sobre o espaço. Conseguiram perceber que haviam buracos, repeti o processo algumas vezes para que ocupassem melhor o espaço, Depois o comando era para que quando eu batesse palma eles não parassem, mas mudassem a direção do andar, fiz mais uma vez e pedi para aumentarem a velocidade do caminhar até correrem sem tentar esbarrar. Alguns levaram a sério outros não, uns riam. Precisei chamar atenção diversas vezes e pedi que eles se concentrassem.
Depois fiz um jogo onde uma pessoa ficava no centro do círculo com os olhos fechados e que sem tirarar o pé do chão tombasse para qualquer lado os outros então não podiam deixá-lo cair. A ideia do jogo era trabalhar a confiança no outro e em si próprio Isso deu uma animada neles, todos quiseram fazer e repetir.
Ainda em círculo pedi para que uma pessoa fosse ao centro e fechasse os olhos novamente, porém o comando agora é outro. Qualquer um do circulo que quisesse, um por vez iria falar o nome da pessoa que estava no centro e ele por sua vez deveria ouvir o som e tentar chegar o mais perto possivel da pessoa que emitiu o som. Na segunda parte desse mesmo jogo o que estava no centro deveria reconhecer a voz de quem estava falando e falar o nome da pessoa. Eles também se divertiram muito com esse jogo.
"Os jogadores tornam-se ágeis, alerta, prontos e desejosos de novos lances ao responderem aos diversos acontecimentos acidentais simultaneamente. A capacidade pessoal para se envolver com os problemas do jogo e o esforço despendido para lidar com os múltiplos estímulos que ele o provoca, determinam a extensão desse crescimento."- (SPOLIN Viola)
Como uma primeira aula, quis trabalhar com eles alguns exercício para terem noção de espaço, de palco, da agilidade, do foco etc. Pedi para que andassem pelo espaço e quando eu batesse palma congelassem. Pedia para cada hora um comentar sobre o espaço. Conseguiram perceber que haviam buracos, repeti o processo algumas vezes para que ocupassem melhor o espaço, Depois o comando era para que quando eu batesse palma eles não parassem, mas mudassem a direção do andar, fiz mais uma vez e pedi para aumentarem a velocidade do caminhar até correrem sem tentar esbarrar. Alguns levaram a sério outros não, uns riam. Precisei chamar atenção diversas vezes e pedi que eles se concentrassem.
Depois fiz um jogo onde uma pessoa ficava no centro do círculo com os olhos fechados e que sem tirarar o pé do chão tombasse para qualquer lado os outros então não podiam deixá-lo cair. A ideia do jogo era trabalhar a confiança no outro e em si próprio Isso deu uma animada neles, todos quiseram fazer e repetir.
Ainda em círculo pedi para que uma pessoa fosse ao centro e fechasse os olhos novamente, porém o comando agora é outro. Qualquer um do circulo que quisesse, um por vez iria falar o nome da pessoa que estava no centro e ele por sua vez deveria ouvir o som e tentar chegar o mais perto possivel da pessoa que emitiu o som. Na segunda parte desse mesmo jogo o que estava no centro deveria reconhecer a voz de quem estava falando e falar o nome da pessoa. Eles também se divertiram muito com esse jogo.
"Os jogadores tornam-se ágeis, alerta, prontos e desejosos de novos lances ao responderem aos diversos acontecimentos acidentais simultaneamente. A capacidade pessoal para se envolver com os problemas do jogo e o esforço despendido para lidar com os múltiplos estímulos que ele o provoca, determinam a extensão desse crescimento."- (SPOLIN Viola)
Marina Silveira dia 30/04/15
Hoje estava com a ideia de partir dos roteiros criados por eles para ensaiar a apresnetação que irão fazer. Porém quando chegamos lá eles estavam na informática. Eles estavam jogando. Apenas um que estava jogando outro jogo mais educativo. Temos pouco tempo de aula com eles então seria inviável levá-los para a sala naquele momento e tentar trabalhar o fantoche. Eles estavam agitados.
Permanecemos ali com eles. Tentei entender o jogo deles,mas não compreendi muita coisa. Parece que eles jogavam entre eles, porém através do computador. Criaram dois times e usando um carro bem parecido com de exército eles deveriam matar os outros carros com tiros, bombas e etc. E como são a maioria meninos, eles demonstram interesse nesses jogos. Não acho legal trabalharmos isso no Mais Educação. Acho que os computadores deveriam ser usados a favor deles. Acho que poderíamos trabalhar alguma coisa até mesmo no computador que despertassem a criatividade deles.
"Qualquer jogo digno de ser jogado é altamente social e propõe intrinsecamente um problema a ser solucionado — um ponto objetivo com o qual cada indivíduo deve se envolver, seja para atingir o gol ou para acertar uma moeda num copo. Deve haver acordo de grupo sobre as regras do jogo e interação que se dirige em direção ao objetivo para que o jogo possa acontecer."- (SPOLIN Viola)
Se estamos trabalhando num grupo assim como estamos trabalhando com eles no fantoche, devemos ter um espírito de equipe, devemos trabalhar juntos, pensar juntos, e achar soluções para esse problema juntos, isso inclui a cooperatividade do colega.
Permanecemos ali com eles. Tentei entender o jogo deles,mas não compreendi muita coisa. Parece que eles jogavam entre eles, porém através do computador. Criaram dois times e usando um carro bem parecido com de exército eles deveriam matar os outros carros com tiros, bombas e etc. E como são a maioria meninos, eles demonstram interesse nesses jogos. Não acho legal trabalharmos isso no Mais Educação. Acho que os computadores deveriam ser usados a favor deles. Acho que poderíamos trabalhar alguma coisa até mesmo no computador que despertassem a criatividade deles.
"Qualquer jogo digno de ser jogado é altamente social e propõe intrinsecamente um problema a ser solucionado — um ponto objetivo com o qual cada indivíduo deve se envolver, seja para atingir o gol ou para acertar uma moeda num copo. Deve haver acordo de grupo sobre as regras do jogo e interação que se dirige em direção ao objetivo para que o jogo possa acontecer."- (SPOLIN Viola)
Se estamos trabalhando num grupo assim como estamos trabalhando com eles no fantoche, devemos ter um espírito de equipe, devemos trabalhar juntos, pensar juntos, e achar soluções para esse problema juntos, isso inclui a cooperatividade do colega.
Marina SIlveira 28/04/15
Hoje ao entrar na biblioteca da escola sem querer vi muitos fantoches nas pratileiras então achei genial a ideia de usá-los com as crianças. Quando estávamos subindo com as crianças e com os fantoches a diretora nos viu e teve a ideia de que eles apresentassem para as crianças menores. Então eu a pedi um tempo para ensaiarmos as crianças, só para criarmos um o que, quem e onde a partir dos fantoches. Porem fiquei muito indignada com a falta de criação deles. Eles começavam a história, mas não davam continuidade e nem andamento a história. Tínhamos como fantoches uma bruxa, um velinho e uma velinha, a Emília e uma girafa. Existiam milhões de possibilidades para eles explorarem e contarem uma história grande e criativa, porém nada saiu naquele dia. Ficamos 2 horas sem produzir direito. Eu não quis demostrar pois aí seria a minha criatividade e não a deles. Mais uma vez eles apresentam dificuldades na hora de criar. Fiquei ainda mais triste pois eu vi muito a empolgação deles, eles estavam realmente interessados, até os que não gostavam muito de fazer teatro nesse dia se emplogaram. Volto pra casa com o coração apertado. Acho que nessa situação seria muito importante fazer uma parceria junto com a professora de português. Com a tentativa de amenizar esse problema pedi a eles que em casa escrevessem uma história com os mesmo personagens dos fantoches e trazerem na próxima aula, quero ver como está o processo em cada um e poder ajudá-los nisso.
"A ingenuidade e a inventividade aparecem para solucionar quaisquer crises que o jogo apresente". - (SPOLIN Viola)
Devemos então trabalhar algo que os estimule a inventividade, criaão, imaginação etc.
"A ingenuidade e a inventividade aparecem para solucionar quaisquer crises que o jogo apresente". - (SPOLIN Viola)
Devemos então trabalhar algo que os estimule a inventividade, criaão, imaginação etc.
Estágio Marina Silveira dia 07/04/15
Hoje foi meu primeiro dia no estágio junto com o Jefferson na Escola Marina Barcelos Silveira, com alunos do Programa Mais Educação. Foi diferente de todos os outros estágios. Estou trabalhando agora com crianças mais ou menos na faixa de 10 a 12 anos. Gostei muito dessa experiência As crianças são mais puras e quando estão realmente gostando do que estão fazendo eles se entregam. Não se importam com o "pagar mico" como dizem os adolescentes que se acham "o dono do mundo", que te enfrentam e fazem cara feia.
Vamos então descrever os procedimentos que tivemos hoje com eles
Sempre começamos com um alongamento, eles adoram. Todos fazem e não reclamam. Eles adoram o que fizemos na aula da Lara que é sentá-los no chão de joelhos dobrados apoiando com o bumbum esticar os braços para a frente então eu e o Jefferson vamos dando uns tapinhas nas costas para relaxar. Eles gostam tanto que fingem que ainda não foram só para ganhar mais "tapinhas", rsrs.
Depois aplicamos o jogo da contação de história, porém fizemos com os olhos fechados. Eles têm grande dificuldade com a concentração. Todos ou a maioria riram, havia uma quebra tamém quando a continuação passava para o outro. Percebi também que muitos deles falam errado, escrevem errado e sem coerência. Fizemos então o seguinte: quando uma pessoa estava contando a história qualquer pessoa que percebesse que a fala estava errada, ou falasse baixo, ou sem articular bem as palavras deveria bater uma palma e então a pessoa que estiver contando a história deverá começar a história do começo. O que mais me deixou tocada foi a falta de criatividade deles. Penso eu que nessa idade é a fase de maior criação, imaginação e invenção, de viajar no pensamento. Fiquei realmente preocupada. Imagino que falta investimento nesses alunos, falta o incentivo.
Depois fizemos um jogo da Viola Spolin onde eles mesmo deveriam ser bonecos e estavam dentro de uma loja de brinquedos. Uns faziam o vendedor. Esse foi o jogo mais produtivo que aplicamos neles, fiquei feliz. Eles se comportaram realmente como bonecos ou robôs. Conseguiram fazer a cena em câmera lenta, fazer sons de bonecos quando apertasse a mão ou algum botão do boneco. Dessa vez conseguir ver um pouquinho da criação deles. O que eu achei interessante foi que no final da cena, onde o vendedor já tinha realizado a sua venda e os bonecos estavam "jogados"um deles passou e desligou e guardou todos os bonecos. Achei incrível a percepção dele pois os outros nem lembraram que os bonecos estavam jogados, talvez por serem pessoas que faziam os bonecos e um deles teve essa percepção.
"Tanto a “pessoa média” quanto a “talentosa” podem ser ensinadas a atuar no palco quando o processo de ensino é orientado no sentido de tornar as técnicas teatrais tão intuitivas que sejam apropriadas pelo aluno. É necessário um caminho para adquirir o conhecimento intuitivo. Ele requer um ambiente no qual a experiência se realize, uma pessoa livre para experienciar e uma atividade que faça a espontaneidade acontecer."- (SPOLIN Viola)
É importante dizer-lhes sobre o avanço e que eles são capaz. É um reflexo de um procedimento trabalhado que lhes permita esse avanço.
Vamos então descrever os procedimentos que tivemos hoje com eles
Sempre começamos com um alongamento, eles adoram. Todos fazem e não reclamam. Eles adoram o que fizemos na aula da Lara que é sentá-los no chão de joelhos dobrados apoiando com o bumbum esticar os braços para a frente então eu e o Jefferson vamos dando uns tapinhas nas costas para relaxar. Eles gostam tanto que fingem que ainda não foram só para ganhar mais "tapinhas", rsrs.
Depois aplicamos o jogo da contação de história, porém fizemos com os olhos fechados. Eles têm grande dificuldade com a concentração. Todos ou a maioria riram, havia uma quebra tamém quando a continuação passava para o outro. Percebi também que muitos deles falam errado, escrevem errado e sem coerência. Fizemos então o seguinte: quando uma pessoa estava contando a história qualquer pessoa que percebesse que a fala estava errada, ou falasse baixo, ou sem articular bem as palavras deveria bater uma palma e então a pessoa que estiver contando a história deverá começar a história do começo. O que mais me deixou tocada foi a falta de criatividade deles. Penso eu que nessa idade é a fase de maior criação, imaginação e invenção, de viajar no pensamento. Fiquei realmente preocupada. Imagino que falta investimento nesses alunos, falta o incentivo.
Depois fizemos um jogo da Viola Spolin onde eles mesmo deveriam ser bonecos e estavam dentro de uma loja de brinquedos. Uns faziam o vendedor. Esse foi o jogo mais produtivo que aplicamos neles, fiquei feliz. Eles se comportaram realmente como bonecos ou robôs. Conseguiram fazer a cena em câmera lenta, fazer sons de bonecos quando apertasse a mão ou algum botão do boneco. Dessa vez conseguir ver um pouquinho da criação deles. O que eu achei interessante foi que no final da cena, onde o vendedor já tinha realizado a sua venda e os bonecos estavam "jogados"um deles passou e desligou e guardou todos os bonecos. Achei incrível a percepção dele pois os outros nem lembraram que os bonecos estavam jogados, talvez por serem pessoas que faziam os bonecos e um deles teve essa percepção.
"Tanto a “pessoa média” quanto a “talentosa” podem ser ensinadas a atuar no palco quando o processo de ensino é orientado no sentido de tornar as técnicas teatrais tão intuitivas que sejam apropriadas pelo aluno. É necessário um caminho para adquirir o conhecimento intuitivo. Ele requer um ambiente no qual a experiência se realize, uma pessoa livre para experienciar e uma atividade que faça a espontaneidade acontecer."- (SPOLIN Viola)
É importante dizer-lhes sobre o avanço e que eles são capaz. É um reflexo de um procedimento trabalhado que lhes permita esse avanço.
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