domingo, 10 de maio de 2015

Segundo dia Vila Olimpica (Atualizado)

Passados esses trabalhos com o corpo e de conhecer os espaços do palco, quis desafiá-los com os jogos da Viola Spolin. Comecei com o congela. Eles se separaram em grupos de três pessoas e entraram em acordo com um quê, quem e onde. A partir daí fizeram o improviso, sendo que dois começavam a cena e um ficava de fora. Quando o de fora falasse congela, ele deverá tirar um da cena e continuar dando ou não outro sentido e outro desenrolar da cena, porém tendo como partida o movimento onde o parceiro parou. Mais uma vez uns e outros riram e levaram na brincadeira. Eles tem muita dificuldade de se concentrarem nos exercícios. O objetivo desse jogo era principalmente a agilidade que faria do jogo mais engraçado. Porém houve muita quebra quando eles se desonectavam do jogo para rir. Uns tinham vergonha de fazer o jogo na frente dos outros.

Propus então um jogo mais simples: Uma dupla iria lá na frente. Peço para que um observe o outro, depois virei um de costas  e no outro fiz uma pequena modificação no visual, ou na roupa, acessórios, cabelo etc. Viro os dois e o que estava de costas deverá advinhar a mudança feita. faço mais outras duas alterações e inverto os papéis. Fiz isso com toda a turma o que tomou bastante tempo. Eles adoraram e levaram mais a sério. Talvez tenham gostado mais. Percebi que as meninas percebiam bem rápido, num todo, todos foram bem.

No ultimo exercício fiz uma contação de história. Coloquei-os deitados no chão sob colchões um ao lado do outro. Pedi para fecharem os olhos. Foi muito difícil fazê-los pararem de brincar, rir e se concentrassem, mas depois de muito tempo consegui. E depois que eu começasse a contar a  história que eles imaginassem as pessoas e o cenário. comecei dizendo para eles pensarem na pessoa que eles mais gostam e que numa determinada hora eles se despedissem dessa pessoa e fui narrando como essa pessoa ía embora. Foi incrível a reação que alguns tiveram. A maior partes deles vivem histórias muito tristes e até iguais ou parecidas com essa. Muitos se remeteram a imagens vividas e emoções sentidas perdendo seus familiares, mãe, pai e até um que perdeu a família toda. Eles choravam e acho que pela primeira vez consegui tocá-los de alguma forma.

"Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz".- Rousseau

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